segunda-feira, 1 de junho de 2020

A Cura que Não Querem que Você Saiba


Desde o começo do século 20 quando a medicina começou a se organizar, têm realizado grandes esforços para denegrir remédios curativos alternativos. Todos aqueles que curavam através de meios naturais eram chamados automaticamente de ignorantes. A medicina convencional não dá trégua, continua lutando depois de quase 100 anos contra a cura natural.

Mas nem todas as pessoas se sentem intimidadas e de vez em quando há pessoas que ajudam ao próximo; é o que acontece com Jim Humble que nos deu o maravilhoso conhecimento das propriedades curativas do dióxido de cloro como um purificador de água natural.


A medicina farmacêutica organizada não está interessada em curar as pessoas e sim em ganhar dinheiro. Não são mais que um sindicato de mal estar que peca gravemente contra a humanidade. A industria farmacêutica ancora suas garras em cada país. Está ganhando uma dura luta contra os recursos naturais. Os conhecimentos ancestrais populares se destroem em uma só geração e uma das razões para que isso aconteça, é que não se pode patentear facilmente métodos e remédios de cura natural com plantas naturais para ganhar milhões em dinheiro, e pior ainda, as pessoas que estão por trás desse sindicato não têm interesse em verificar a verdade, falam sem critério próprio, sem comprovar o que lhes é contado, não têm nem ideia de nada porque nunca investigaram nada. Com o tempo eles e suas famílias também adoecerão.

Apesar dos múltiplos sofrimentos e enfermidades a maioria da humanidade está dormida e ignorante em mãos médicas desinformados pelo sistema farmacêutico. Nesses tempos os que tiverem a coragem e a força de levar sua saúde sob sua própria responsabilidade, levará no final uma vida saudável.

sexta-feira, 1 de maio de 2020

CARTA SOBRE A PANDEMIA DO COVID-19


Caros amigos, pais, professores, funcionários e alunos,

Nos últimos dois meses há uma epidemia se alastrando entre nós: a epidemia do medo. Medo do desconhecido, medo do “novo”, medo do incerto. É preciso então que fique clara a mensagem de que o “novo coronavírus” (agora denominado SARS-Cov2) não oferece risco significativo a você ou a seus filhos. A doença não tem uma fração da gravidade que o imaginário popular percebe.Pode-seentão perguntar o porquêde toda essa mobilização de países e da OMS sobre o tema. A razão é que, embora o SARV-Cov2 e a doença provocadas por ele, a COVID-19, não sejam um grande problema de saúde individual, eles são um ENORME problema de saúde pública. Mas qual a diferença?

Do ponto de vista de saúde pública, as medidas drásticas que vem sendo tomadas por governos (quarentenas, cancelamento de eventos e aglomerações, fechamento de escolas, planos de contingência) fazem todo o sentido. São medidas adequadas e necessáriasem alguns cenários. Elas visam diminuir a velocidade com que a epidemia se alastra, de modo que os serviços de saúde consigam absorver toda a demanda. Sendo um vírus novo, para qual não há vacina ou imunidade prévia de parte da população, o universo de susceptíveis é enorme, o que gera número exponencial de novos casos em um período curto de tempo. Esses novos casos, ao buscarem assistência médica, demandam recursos e pessoal em quantidade que muitas vezes supera a capacidade dos serviços de saúde. E é exatamente esse o grande risco dessa epidemia: Com serviços superlotados, portadores da minaria de casos graves e mesmo portadores de outras doenças, crônicas inclusive, podem ter seu prognóstico piorado, pela lotação dos serviços de saúde com os portadores do novo vírus com incapacidade de atender adequadamente os mais necessitados e o sistema pode entrar em colapso. Talvez isso explique o número de mortes na Itália, mais de 10 vezes acima da média de outros países da Europa. Grande número de casos em curto período de tempo, somado à histeria da população pela percepção irreal de gravidade na maioria dos casos levam os cidadãos a procurarem desnecessariamente os serviços de saúde. Mortalidade aumentada é o resultado. Assim, pensando em saúde pública, no sistema como um todo, a OMS, o CDC, o Ministério da Saúde, as Secretarias Estaduais de Saúde e os gestores de hospitais públicos e privados tem todos os motivos para se preocuparem. Medidas precisam ser tomadas para que a epidemia venha “em prestações”, de modo que o sistema suporte esse novo agravo. No Brasil devemos ter nos próximos meses dezenas de milhares de casos, mas com gestão adequada dos recursos, essa epidemia pode passar como várias outras pelas quais já passamos.


Já do ponto de vista de saúde individual, isto é, pensando em cada um de nós, no risco que a infecção pelo vírus representa a cada um, pode-se dizer que este é  mínimo. Os dados comprovam isso. Basta um mínimo de racionalidade, fugindo da histeria coletiva que toma conta dos jornais e grupos de whastapp e encontrando abrigoem dados científicos,para podermos ver o quanto a percepção de risco das pessoas está distorcida. À medida que a pandemia evolui, conseguimos ver com clareza que esse novo vírus não é muito mais perigoso do que outros vírus respiratórios com que já estamos acostumados, em termos de morbidade e mortalidade e atinge em especial idosos e pacientes com outros problemas de saúde, exatamente como o Influeza por exemplo.


Vamos aos fatos: Primeiramente, é necessário entender que os dados estatísticos de Wuhan , na China, não refletem a realidade epidemiológica da infecção. Isso ocorre porque, em toda epidemia, no seu início, são notificados somente os casos graves (porque estes que chamam a atenção para um novo problema). Isso constitui um viés de seleção, no qual milhares de pacientes portadores do vírus, assintomáticos ou com sintomas leves, simplesmente não entram nas estatísticas. Quando se analisam somente os casos internados, ou mesmo somente os que buscaram assistência médica, obviamente a doença parece muito mais grave do que realmente é.  Seria como estimar a mortalidade de acidentes automobilísticos analisando somente o desfecho das pessoas internadas em UTI após o acidente. Sabe-se,por novos estudos,que um terço das infecções pelo SARS-COV2 são ABSOLUTAMENTE ASSINTOMÁTICAS e que a enorme maioria dos sintomáticos tem uma doença branda, como resfriado comum. Somente pequena parcela tem quadro mais sintomático e os casos graves são, na enorme maioria, em pacientes já debilitados ou com outras doenças. Hoje, com dados de mortalidade de países que fizeram notificação não só de casos graves, mostram que a mortalidade inicial estimada em 3-5% na China, na verdade é mais próxima de 0,1-0,2% ebem menos que isso em crianças e adultos jovens sem comorbidades. Crianças em especial, parecem ser curiosamente (e felizmente!) um grupo “protegido” da COVID-19, com mortalidade 0,0% (ZERO!) mesmo nas coortes de milhares de pacientes da China. É verdade que idosos são o maior grupo de risco para COVID-19. Mas eles são o maior grupo de risco para qualquer infecçãoe também para qualquer doença não infecciosa. Na China, até início de fevereiro, 208 idosos acima de 80 anos haviam morrido em decorrência da COVID-19, em uma população de 26 milhões de idosos... No mesmo período faleceram 150mil idosos de outras causas quaisquer, portanto a chance de um idoso falecer em decorrência do SARS CoV2 no pico da epidemia e no país mais atingido foi 720 vezes menor do que de falecer de outras causas quaisquer. Se você tem um idoso com mais de 80 anos em casa, a chance deste falecer por COVID-19 é muito menor do que ele falecer de outras causas. 

Mais alguns números para trazer um pouco de razão ao assunto (números de 9/3/20):

- COVID-19 matou 4mil pessoas em todo o mundo. A Influeza (gripe “comum”) matou 65mil pessoas nos Estados Unidos em 2018. 
- Na Itália, houve 463 mortes por COVID-19. Ano passado houve mais de 700 mortes por dengue no Brasil.
- Na Alemanha, no inverno rigoroso, com temperaturas abaixo de 10 graus, com população idosa, são atualmente 1.176 casos e 2 óbitos, mortalidade menor que 0,2%.
- Suécia, Noruega,Bélgica, Áustria, Singapura e Malásia tem somadas 1.349 casos e NENHUM óbito.

Como pode-se perceber, não há a menor razão para alarde, para paranóia, para histeria. As autoridades de saúde, essas sim, tem um enorme desafio nas mãos, mas para o cidadão comum, essa é mais uma doença viral. Quanto às medidas de restrição de viagens, de quarentena, de cancelamento de eventos e aglomerações ou até mesmo fechamento de escolas, o melhor a se fazer é seguir as orientações dos órgãos oficiais (Ministério da Saúde e Secretaria Estadual de Saúde) e das Sociedade Brasileira de Infectologia. Estes órgãos possuem pessoal qualificado para tomar as melhores decisões baseadas em critérios técnicos e no melhor interesse de toda a sociedade.

PS: Hoje (11/03/20) o Governador do Distrito Federal baixou decreto suspendendo as aulas por 5 dias. Tal medida, neste momento epidemiológico, não encontra respaldo em critérios técnicos, não tem nenhum impacto positivo no controle da epidemia e pode inclusive e pode passar à população a impressão de maior gravidade da situação, podendo levar ao aumento de procura aos serviços de saúde e, em última análise AGRAVAR, a epidemia.

Alexandre Cunha 
Médico Infectologista

terça-feira, 21 de abril de 2020

Aniversário de 60 Anos de Brasília - A Nova Akhetaton


Nasce Brasília! 

Sessenta anos de uma ideia feliz...

Três dias de festa marcaram a inauguração da capital federal, feito que sacramentou a vitória política de JK


Foram três longos dias de festa. E teve de tudo. De baile de gala a corrida de carros em pleno Eixo Monumental. Celebração de missa a cascata de fogos de artifícios, uma novidade para muitos até então. Quem presenciou, tem as imagens gravadas na memória como se fosse hoje. Estima-se que mais de 200 mil pessoas acompanharam as solenidades. Grande parte varou a noite sem pregar os olhos.

A inauguração de Brasília, em 21 de abril de 1960, há exatos 60 anos, foi um acontecimento, embora muitos daqueles que já moravam na cidade, bem como parte do resto do país, não acreditassem que aquela ousadia ou “loucura” do presidente Juscelino Kubistchek, como diziam os desafetos, fosse dar certo. E deu.

Segundo dados do Censo daquele ano, a população da nova capital girava em torno de 140 mil pessoas. Desse número, mais de 87 mil eram homens, em sua maioria, trabalhadores que vieram prestar serviço nas várias obras espalhadas pelo local. Tanto quanto as mulheres, estimadas à época em 53 mil, a idade média desses primeiros a chegarem era 22 anos.


“Algumas pessoas não estavam convencidas, nem as que moravam aqui”, Gisèle Santoro, coreógrafa e bailarina, que dançou em cima do Congresso Nacional no dia da inauguração da cidade.

“Algumas pessoas não estavam convencidas, nem as que moravam aqui”, lembra hoje a coreógrafa Gisèle Santoro, 81 anos. “Tinha algumas construções, mas você olhava para os lados e não tinha nada. Para ir ao Lago Sul, dava-se uma volta danada, porque não tinha a ponte e as mansões pareciam mais distantes”.

Gisèle teve o privilégio de dançar em cima do Congresso Nacional no dia da festa. “Eram uns 12 bailarinos, chegamos num avião da FAB, e, como tinha chovido, a cidade era só lama. Dançamos na parte de cima do Congresso, com a orquestra embaixo, e a iluminação foi um espetáculo.”

E foi mesmo. Podia-se ver o clarão dos efeitos de luzes ao longe. Luzes que anunciavam, metaforicamente, o alvorecer de um novo Brasil. Um Brasil comprometido com o progresso e o desenvolvimento, e cujo símbolo dessa nova identidade nacional recaía exatamente sobre Brasília, a cidade moderna e futurista construída no coração do Planalto Central, prometendo ligar o país de Norte a Sul, do Oiapoque ao Chuí. Daí as lágrimas sinceras e convulsivas derramadas por Juscelino Kubistchek um dia antes, no primeiro dia das celebrações, durante a missa solene celebrada por dom Manuel Gonçalves Cerejeira. Uma cena que despertou atenção do vice João Goulart, sentado ao seu lado, e foi registrada em flagrante marcante.

“Só vi meu pai chorar em duas ocasiões: na morte de familiares e na inauguração de Brasília”, diria mais tarde a filha de JK, Maria Estela.


Era um pranto de alívio, misturado com alegria. Afinal, concretizava-se ali o projeto de toda uma vida, de uma carreira, a realização de uma utopia que nasceu de um presidente que desafiou o impossível. A transferência da nova capital para o coração do país foi encarada por JK em “sua mais importante batalha travada em vida pública”, como destacou o jornalista e historiador Ronaldo Costa Couto. “A inauguração da cidade tem profundo significado histórico pelo fato em si e por incluir a transferência simultânea da capital, sinalizar afirmação nacional para dentro e para fora, apontar novos rumos”, escreve Ronaldo no livro Brasília Kubitschek de Oliveira.

Simbologia histórica

As festividades tiveram início, oficialmente, às 16h, numa quarta-feira (20), na Praça dos Três Poderes, com o presidente da Novacap, Israel Pinheiro – o homem que comandou operários durantes as obras –, entregando as chaves da cidade ao presidente JK. Com a autoridade de quem seria, futuramente, o primeiro “prefeito” de Brasília, o carrancudo “Dr. Israel” aproveitou a oportunidade para alfinetar opositores: “Brasília é obra do civismo sadio, de otimismo criador, de ânimo pioneiro, (…) de iniciativas que rasgam os largos caminhos de um futuro que o Brasil reclama com impaciência, com ímpeto jovem, com fome de renovação.  O espírito de Brasília é tudo o que há de contrário ao derrotismo sistemático”.

“O espírito de Brasília é tudo o que há de contrário ao derrotismo sistemático”, Israel Pinheiro, presidente da Novacap, durante a primeira solenidade na nova capital.

Marcada para a noite, a celebração religiosa tem caráter simbólico por dois motivos. No altar improvisado armado na Praça dos Três Poderes, destaca-se uma relíquia vinda de Braga, Portugal: a cruz de metal usada na Missa da Descoberta, celebrada por Frei Henrique de Coimbra havia 460 anos, em 26 de abril de 1500, na baía de Porto Seguro, poucos dias depois do descobrimento do Brasil por Pedro Álvares Cabral. A peça sacra passa a ideia de um novo nascimento, de batismo renovado. À meia-noite em ponto, na noite calma e reluzente da nova capital, soa o repique do velho sino que tocou pela morte de Tiradentes em 21 de abril de 1792. O artefato histórico fora trazido de Ouro Preto, cidade historicamente irmã de Diamantina, terra natal de JK.

Ao coração do Brasil

Finalmente chega o dia da inauguração. Os poucos hotéis existentes da cidade estavam apinhados de gente. As pessoas que tinham casa alugavam um quarto, às vezes até o carro da família.  Como a mãe era funcionária do Congresso, Gisèle Santoro, a jovem bailarina que dançou sobre as hastes do poder, dormiu num apartamento da 305 Sul. “Os outros dançarinos foram para um alojamento, e, no dia seguinte, todos pegamos o voo da FAB de volta para o Rio de Janeiro”, rebobina a artista.

Há relato de várias aventuras realizadas para se chegar ao coração do Planalto Central. Depois de 240 dias de viagem dos Pampas até o Cerrado, o gaúcho Francisco Alves chega com a mulher e quatro filhos para a festa. Meio que simbolizando um ritual de passagem, de entrega da tocha, uma coluna de Corpo de Fuzileiros Navais percorre mais de mil quilômetros. É a distância que separa as duas capitais – a antiga, Rio de Janeiro, e a nova, Brasília. Uma distância maior, de quase 3 mil quilômetros, foi percorrida pelo casal argentino Mercedes e Hugo Urquiza, que, de jipe, levaram 48 dias para realizar a lendária saga.

“Era o nosso batismo de fogo para um mundo novo e desconhecido. Com o peito apertado, partimos para nunca mais voltar”, Mercedes Urquiza, em seu livro de memórias.

“Era o nosso batismo de fogo para um mundo novo e desconhecido”, escreveu Mercedes em seu livro de memórias, A Trilha do Jaguar – Na Alvorada de Brasília, lançado em abril de 2018. “Com o peito apertado, partimos para nunca mais voltar”, narra ela, que participou da recepção de gala oferecida pelo presidente JK, no Palácio do Planalto, após a festa popular que aconteceu na Praça dos Três Poderes.

Entre os três mil convidados, além do corpo diplomático, ministros de estado e autoridades federais, havia alguns opositores. Então governador da Bahia, Juracy Magalhães chegou ao Palácio com um presente especial para JK: uma gravata quadriculada em preto e branco, que trouxera dos Estados Unidos. O adereço luxuoso era fruto de uma aposta perdida que fizera com o presidente, quando sustentou que o chefe de Estado não entregaria a capital dentro do prazo.

Reza a lenda que o estilista Dener Pamplona, pioneiro da moda no país, se encarregou pessoalmente da criação do vestido da primeira-dama, Sarah Kubistchek. Era um modelo tomara que caia de organza de seda pura branca distribuída em 12 metros de tecido. A cereja do bolo seriam os cinco mil cristais, vidrilhos e lantejoulas arranjados em bordados florais. Uma pena que toda essa pompa e imponência conferida ao evento tenha se perdido um pouco por conta do lameiro que virou a cidade. “Entre eles [os convidados], naturalmente, [estavam] as maiores socialites do Rio de Janeiro – acompanhadas dos mais famosos cabeleireiros – que, apesar de lamentar a saída da capital, reconheciam a maravilha daquele momento”, escreve Mercedes Urquiza em seu livro.


Nos braços do povo

Naquela noite, uma frase sincera e pragmática proferida pela mãe de JK, Júlia, à nora, pouco depois de contemplar demoradamente a cidade, encheria o presidente de êxtase e orgulho. “Só o Nonô mesmo seria capaz de fazer tudo isso”, disse a octogenária, no auge de sua sabedoria mineira.


Após a cerimônia de gala, simples como sempre foi, JK se desnudou da ostentação do poder e, descendo a rampa do Palácio do Planalto, se deixou cair nos braços do povo. Testemunha ocular desse momento, o jornalista e analista político André Gustavo Stumpf não se esqueceu do que registrou. “Nunca vi nada parecido em termos de alegria. Pessoas humildes se ajoelhavam diante dele. Beijavam-lhe as mãos. E Juscelino ria e abraçava tudo mundo. Não sabia o que fazer. Era a imagem de uma felicidade radiante”, contou, em depoimento publicado no livro Brasília Kubistchek de Oliveira, de Ronaldo Costa Couto.


Fotos: Arquivo Público do DF

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Já Vivemos em Outros Planetas?


Questões de O Livro dos Espíritos

Nossas diferentes existências corpóreas se passam todas na Terra?

— Não, mas nos diferentes mundos. As deste globo não são as primeiras nem as últimas, mas as mais materiais e distanciadas da perfeição.

A cada nova existência corpórea a alma passa de um mundo a outro, ou pode viver muitas vidas num mesmo globo?
—Pode reviver muitas vezes num mesmo globo, se não estiver bastante adiantada para passar a um mundo superior.

 173 – a) Podemos então reaparecer muitas vezes na Terra?

— Certamente.

 173 – b) Podemos voltar a ela depois de ter vivido em outros mundos?

— Seguramente; podeis ter já vivido noutros mundos bem como na Terra.

É uma necessidade reviver na Terra?
— Não. Mas, se não progredirdes, podeis ir para outro mundo que não seja melhor, e que pode mesmo ser pior.

Há vantagem em voltar a viver na Terra?
— Nenhuma vantagem particular, a não ser que se venha em missão, pois então se progride, como em qualquer outro mundo.

Os Espíritos, depois de se haverem encarnado em outros mundos, podem encarnar-se neste, sem jamais terem passado por aqui?
— Sim, como vós em outros globos. Todos os mundos são solidários; o que não se faz num, pode-se fazer noutro.

 176 – a) Assim, existem homens que estão na Terra pela primeira vez?

— Há muitos, e em diversos graus.

Para chegar à perfeição e à felicidade suprema, que é o objetivo final de todos os homens, o Espírito deve passar pela série de todos os mundos que existem no Universo?
— Não, porque há muitos mundos que se encontram no mesmo grau e onde os Espíritos nada aprenderiam de novo.

 177 a) Como então explicar a pluralidade de sua existência num mesmo globo?

— Eles podem ali se encontrar de cada vez, em posições bastante diferentes, que serão outras tantas ocasiões de adquirir experiência.

Os Espíritos podem renascer corporalmente num mundo relativamente inferior àquele em que já viveram?
— Sim, quando têm uma missão a cumprir, para ajudar o progresso; e então aceitam com alegria as tribulações dessa existência porque lhes fornecem um meio de se adiantarem.

  178 – a) Isso não pode também acontecer como expiação, e Deus não pode enviar os Espíritos rebeldes a mundo inferiores?

— Os Espíritos podem permanecer estacionários, mas nunca retrogradas; sua punição, pois, é a de não avançar e ter recomeçar as existências mal empregadas, no meio que convém à sua natureza.

  178 – b) Quais são os que devem recomeçar a mesma existência?

— Os que faliram em sua missão ou em suas provas.

Os seres que habitam os diferentes mundos têm corpos semelhantes aos nossos?
— Sem dúvida que têm corpos, porque é necessário que o Espírito se revista de matéria para agir sobre ela; mas esse envoltório é mais ou menos material, segundo o grau de pureza a que chegaram os Espíritos, e é isso que determina as diferenças entre os mundos que temos de percorrer. Porque há muitas moradas na casa de nosso Pai, e muitos graus, portanto. Alguns o sabem e têm consciência disso aqui na Terra, mas outros nada sabem.

Originally posted 2018-02-20 06:00:39.

segunda-feira, 23 de março de 2020

20 de Março - Ano Novo Astrológico


O sol chegou no dia 20 de março à 00h49 no signo de Áries.

Signo do elemento fogo 🔥, modalidade cardinal 🎯, trazendo com ele as energias de INÍCIO DE CICLO, AÇÃO E LIDERANÇA.

O Reveillon Astral 🎆 acontece quando o Sol ingressa no Sol de Áries ♈ primeiro signo do zodíaco, que representa a chegada do outono 🍂 aqui no hemisfério norte e a chegada da primavera 💐no hemisfério sul.


Configurando o equinócio do outono. Equi, o que??? 🤯

✨Equinócio: quando dia e a noite tem duração de 12 horas igualmente. Os equinócios ocorrem nos meses de março e setembro, quando definem as mudanças de estação. Em março, o equinócio marca o início da primavera no hemisfério norte e do outono no hemisfério sul.🍂💐

Durante a passagem do Sol por Peixes tivemos a oportunidade de nos conectar com nossa transcendência energética e tivemos a oportunidade de refeletir profundamente sobre nossos medos, fantasias, caos, nebulosidades e inconstâncias. Fomos colocados a prova diante da nossa capacidade de confirarmos na nossa sabedoria interior - a famosa intuição.

Como a chegada do Sol em Áries, ganhamos uma atmosfera de ação e força, fazendo com que toda essa transcendência gerada seja externada e posta a serviço de algo maior!

Áries nasce do signo de Peixes, trazendo a energia de renovação, de nova vida! E com ele traz também o fim do inverno e o início da primavera, onde florescemos para vida. 💐 É o despertar para uma vida repaginada, o equinócio do outono quando os dias e as noites têm exatamente a mesma duração - 12 horas. Um período de equilíbrio energético. 💫🌟

Para nós aqui no hemisfério sul, nos despedimos do verão para darmos início ao outono, onde nos despimos de tudo que não nos serve mais para nos prepararmos para um novo florescer. 🍂🍀

Áries é representado por um carneiro, animal que representa força, coragem e gravura, pois usa a sua própria cabeça para desbravar o mundo! Literalmente, se joga de cabeça! 🐏 ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Áries é o nascimento de uma nova vida - a energia vital!🤰🏻🤱🏻

Por apresentar energia destemida, ágil, corajosa e impetuosa, a energia ariana precisa desenvolver as energias do seu signo complementar - Libra - para trazer mais ponderação, equilíbrio e harmonia para as atitudes e ações. ⚖️ ♎️ Antes de agir, pensar e antes reagir, ponderar. 🧠🎯

Ao pensar antes de agir, áries aprende com a Libra a evitar stress e brigas desnecessárias, pois a energia libriana harmoniza a energia imediatista de áries. 🔥

Que o destemor, vitalidade e energia de áries estejam conosco e que os próximos 12 meses sejam de muitas realizações!

Fonte: E-mail recebido no dia 20/03/2020 - Site da Bruna Claro - https://www.brunaclaro.com.br

domingo, 1 de março de 2020

Celtas & Druidas


DEA MATRONA: Mãe tríplice é a deusa mãe dos celtas. É representada como três mulheres, cada uma segurando um objecto diferente, como um cão, um peixe e um cesto. O número três era considerado um número sagrado para os celtas, daí as figuras triplas ou deuses de três cabeças. A Lua (a Senhora do Destino) é a grande trindade feminina de Donzela, Deusa Mãe e Anciã. A fase da lua mais importante na religião celta é a lua cheia, que é quando eles rezam á sua Deusa para os proteger de todos os males que existem.

SUCELLUS: Às vezes descrito como o rei dos deuses, indicativo de seus poderes de proteção e provisão. Sucellus representa a fertilidade e carrega um grande martelo de cabo longo. O seu nome significava O que Bate Bem. Ele usava o martelo para bater na terra, acordando as plantas e anunciando o início da primavera.

Antigamente, as ciganas costumavam ser consideradas bruxas. Em 1427 o bispo de Paris mandou excomungar todos os parisienses que tinham consultado as ciganas.

Bruxas, ciganos, magia...

A cidade de Évora, Património Mundial da Unesco, que alberga uma das ruínas Romanas mais bem preservadas de Portugal,  ficou conhecida tanto por ser o local onde a força da Inquisição se fez mais presente como por ser uma terra consagrada ao sobrenatural e à feitiçaria. No século XVII, os ciganos já haviam se espalhado por todos os países da Europa e deles seguiram para colônias na América e na África. Sempre que se fala de Évora, se remete à lembrança da Bruxa de Évora, mas o que muitos não tem conhecimento sobre esta localidade portuguesa, é que nos tempos, ou melhor, nos primórdios evorianos, em que viveu a bruxa, 80% da população era cigana.

Évora é cidade contadora de histórias. As ruas revelam uma monumentalidade construída ao longo de milhares de anos por diferentes civilizações que ali foram chegando desde a antiguidade. Para os celtas, foi Ebora.

Os Celtas começaram a chegar na Península Ibérica, ainda na chamada Idade do Ferro entre os séculos VII e IV antes de Cristo [anos 700 a 400 a.C.] e iniciaram a ocupação do Alentejo [onde localizam-se distrito e cidade de Évora. Foi essa magia primitiva que, aos poucos, transformou-se na Bruxaria da península Ibérica, resultado da interação com saberes de outras nações: romanos pagãos, Mouros (muçulmanos, Sarracenos) e os ciganos.

Em Portugal, o maior megalítico até agora conhecido situa-se e é o mais importante elemento do notável conjunto de construções megalíticas da região de Évora. Admitindo-se que a sua edificação ocorreu na transição do século IV para o século III a.C., o que coincide com uma das fases de evolução de Stonehenge, é razoável aceitar que os respectivos povos tivessem alguma relação, pelo menos cultural. (Máximo Ferreira, in revista Super Interessante. Adaptado).

Trocando informações de magia, os ciganos evorianos, aprenderam muito com esse povo ali existente, nos deixando um legado de artes mágicas, que passa de geração a geração entre nós.

E esta comunhão se deu de forma tão natural, entre ciganos e bruxos, também por serem excluídos da sociedade portuguesa na época, em que se temia os feiticeiros, os ciganos e os bruxos, ainda que, portugueses, nobres ou não, escondidos pelos recantos de Évora, procuravam-nos nas tardes amenas, para encomendar trabalhos, magias e bruxarias, a fim de resolver de forma mística os seus problemas.

Como parte de sua cultura, ainda, os ciganos costumam festejar todos os ritos de passagem: nascimento, morte, casamento e aniversário. Fazem uso em grande escala de chás e ervas, para tratamento de saúde e purificação espiritual.Percebe-se então, que a crença espiritual dos ciganos assemelha-se com a Arte ou Antiga Religião, dos druidas, da cultura Celta.

A partir disso podemos nos atrever a dizer que houve uma influência muito importante desses povos, ciganos e celtas, nas culturas européias modernas, especialmente em países como Espanha, Portugal, Irlanda e Inglaterra. Outros pontos em comum dessas duas culturas é o ritual à “grande madrinha”. Os ciganos reverenciam a Lua Cheia, como maior símbolo de ligação com o Universo.

Quem foram os druidas?

Para falar de Druidismo, iremos passear por diversas culturas em todo o mundo, seriam necessários vários livros para abranger tão fascinante história. James MacKillop, autoridade mundial em assuntos irlandeses, define os druidas como “uma ordem de sacerdotes-filósofos da sociedade céltica  pré-cristã”. De acordo com as fontes clássicas (gregos e romanos), os Druidas eram filósofos, teólogos, médicos, videntes, profetas, magos e poetas. Exerciam suprema autoridade sobre assuntos religiosos, judiciais e legislativos,  e educavam jovens e aspirantes à sua ordem. Estudavam, entre outras coisas, astronomia e ciências naturais, e o aprendizado levava cerca de 19 anos.  Não pagavam impostos, e embora não fossem obrigados a ir à guerra, em várias ocasiões se envolveram em rebeliões e levantes contra os romanos, que viam os Druidas como um empecilho para a conquista romana das terras célticas. Daí a necessidade, por parte de escritores como Júlio César, de denegrir a imagem dos celtas como “bárbaros” e “cruéis”.

A lua foi reverenciada, simbolizando a Grande Deusa. A magia que nos chegou dos druidas foi pouca, entretanto, ficou restrita a alguns guardiões da Tradição. A mais conhecida delas é a alquimia vegetal. Das plantas, os druidas preparavam elixires, chás, misturas que conferiam principalmente saúde ou os preparavam para estados de transe que permitiam aumentar o nível de consciência. Das árvores eles também aumentavam a força e o vigor, abraçando-as. Sem dúvida o visco, extraído do carvalho, é o mais importante, pois curava a infertilidade dos animais e era um antídoto contra todos os venenos. Para recolher o visco havia um grande cerimonial druídico sempre seguindo as influências lunares.

Etimologicamente a palavra druida deriva do galo dru-(u)id, tendo o sentido de: “dono da ciência” ou “muito sábio”. Os galos eram um povo pertencente ao tronco celta localizado principalmente onde se encontra atualmente França, Bélgica e Luxemburgo, perto do ano de 1000 a.C.

O historiador romano Plínio o Velho, entretanto, relacionou etimologicamente a voz druida com o nome grego drãj 'carvalho', certamente pela importância que nos cultos religiosos druídicos tinham esta e outras árvores.

A iniciação de um sacerdote druida durava aproximadamente vinte anos. O Druidismo é um caminho espiritual de natureza pagã, todo druida é um pagão.

O termo pagão tem origem no vocábulo latino paganus, que era usado para designar alguém que nasce no pagus (o campo, a Natureza). Somente na Idade Média, que o paganismo foi relegado às sombras com o domínio da Igreja Católica e a criação da Inquisição, cujo objetivo era eliminar de vez as antigas crenças.

Os druidas oficiavam seus cultos no Nemeton, que em gaulês significa lugar sagrado. O nome em irlandês "Nemed" corresponde ao gaulês para santuário ou sagrado. O Nemeton na floresta era o santuário dos druidas - O Bosque Sagrado - e os círculos de pedras eram conhecidos como Cromlech.

Há evidências de alguns videntes célticos que entravam em transe e conseguiam prever eventos futuros e traduzi-los, com sabedoria, ao consulente. Interpretavam o vôo dos pássaros, dialogavam com o Espírito que segundo eles habitavam o Carvalho, árvore que consideravam sagrada, possuíam em alto grau a faculdade de curar, como o atestam muitos historiadores, por conta disso, sua medicina magnética tornou-se tão célebre, que de todas as partes do mundo, muitos os vinham consultar.

Isto é reforçado pelos traços mais marcantes da espiritualidade dos druidas: uma profunda integração com o meio ambiente; a percepção de que a Natureza é viva; o reconhecimento dos espíritos de todas as coisas; e a crença de que esse espírito é imortal.

Muitos desses elementos são encontrados em tradições xamânicas ao redor do planeta, nas mais diferentes culturas. Como escreve Leslie Jones em Druid, Shaman, Priest, "se existiram xamãs na sociedade celta, estes eram os druidas."

Os celtas

OS CELTAS – “O grande poder dos celtas era, e ainda é, o mito.” Assim o historiador, poeta e folclorista Jean Markale define o que sabemos sobre os celtas. Os celtas não eram um povo, mas muitos povos que habitaram a Europa central e as Ilhas Britânicas a partir do século X a.C. Eram fisicamente diferentes uns dos outros, viveram momentos históricos diferentes (os gauleses, por exemplo, foram massacrados por Júlio César no século I a.C.; na Irlanda, os gaélicos chegaram a conhecer o cristianismo na Idade Média) e tinham atividades econômicas e de subsistência variados, conforme a região: agricultura, pecuária, pesca, e até caça e coleta de alimentos. Muitas tribos tinham conflitos históricos e rivalidades, muitas vezes exploradas por povos invasores. Mas, apesar de diferentes entre si, os celtas possuíam muita coisa em comum: parentesco lingüístico, estruturas políticas e religiosas, mitologia, arte, enfim tudo o que se costuma chamar “a cultura celta”.

Quando uma tribo atingia um número determinado de habitantes, ela se dividia. Uma parte para outro lugar a fim de organizar uma nova aldeia, seguindo o sinal que era fornecido pelas aves totêmicas, até chegarem às novas terras. Eles eram organizados política e socialmente em tribos independentes que, ao longo dos anos, foram se espalhando pela Europa.

Os celtas não eram reencarnacionistas do mesmo modo que são os espíritas ou hinduístas. Para os celtas, a alma era imortal e podia viver muitas vidas, sim, mas não havia o conceito de carma, recompensas ou punições.

Para os celtas não havia um julgamento e nem uma ênfase na necessidade de fazer reparações ao reencarnar. A ênfase era em passar por novas experiências e o impulso da alma não era o dever imposto por um carma, mas sim o desejo e a necessidade natural de reviver até entrar em sintonia com o mundo dos deuses - lugar perfeito em si.

O cotidiano celta era repleto de uma magia natural, que acontecia através da forma com que observavam o mundo. Para os celtas, os mundos físico e espiritual eram um único mundo; não havia separação entre o natural e o sobrenatural. Eles enalteciam o universo natural, reconheciam seu valor na sua energia. A sua mitologia e religião estavam centraliza, representando o amor, a morte, a sexualidade e a fertilidade.

Outra coisa muito bonita e importante nos ensinamentos celtas é o valor que eles davam à amizade, coisa rara nas sociedades modernas em que as pessoas sempre se esquivam das outras, por medo de serem “sugadas”. Para esse povo, uma amizade ultrapassava qualquer fronteira, qualquer plano. Existe a expressão gaélica que retrata muito o valor que davam à amizade, "anam cara" (amigo da alma), que O’Donohue retratou de uma forma encantadora em sua obra.

O conceito de amizade deu aos celtas a ideia de companherismo, solidariedade, fidelidade, amizade profunda e especial. Além de seus conceitos sobre a vida, o universo mágico celta pode nos auxiliar a adquirir mais equilíbrio, tranquilidade, vigor, prosperidade, coragem, amor em nosso dia-a-dia, através de suas antigas práticas de magia com elementos da natureza. A natureza está aí: é só acionar a sua energia.

O povo era dividido em tribos que tinham o seu rei, o seu druid. Para o celta, a mulher era especial, e muito, porque era associada à Mãe Terra. Dentro da sociedade celta, a mulher também dominava a religião. Podia ser uma guerreira e podia escolher o seu parceiro. Quando ela se casava, trazia para o casamento seus bens, e se eles fossem superiores aos do marido, ela se tornava chefe do casal.

Levavam sempre em consideração a Roda do Ano (estações), os elementos da natureza, os pontos cardeais, o Sol, a Lua, e valorizavam a energia de tudo o que os rodeava. Eles reconheciam a energia dos elementos da natureza.

A terra, o ar, o fogo, e a água são representações e formas diferentes de energia, e a partir desses elementos todas as coisas são formadas. É o que chamamos de energia elemental, seres do mundo espiritual cuja tarefa é dirigir o poder divino para as formas da natureza. As pedras, por exemplo, eram consideradas como as energias espirituais mais antigas da Terra, e guardavam ensinamentos profundos, que eram revelados quando eram reverenciadas. Toda a Bretanha, Irlanda e Grã-Bretanha possuem pedras verticais espalhadas por diversas regiões, com tamanhos diversos.

Diferenças e semelhanças entre Wicca e Druidismo

Mesmo hoje em dia, com o druidismo cada vez mais difundido no cenário pagão, algumas pessoas ainda confundem essa religião com outra religião pagã bem popular, a wicca. Essa confusão se dá principalmente pelo fato de ambas apresentarem elementos celtas em sua filosofia. No entanto, apesar de seus praticantes conviverem em harmonia e não raramente dividirem um espaço sagrado ou um ritual, as duas religiões são bem diferentes entre si.

Wicca deriva de witchraft, ou “wiccian”, ou seja, bruxaria. Crê-se que o termo se consolidou com a publicação das obras de Aleister Crowley (1875-1947) e Gerald Gardner (1884-1964) entre 1930 e 1940. Houve uma popularização na década de 50 nos Estados Unidos e, em 1970, obteve grande impacto social junto à cultura hippie através de Alexander Sanders (1926-1988).

Os wiccanos reverenciam uma Deusa única manifesta sob diferentes formas, nomes e atributos. É considerada uma religião de princípio monista, culto dualista, crença politeísta e faz parte do ressurgimento atual do movimento neopagão. Sua proposta é a harmonia e o respeito a todas as formas de vida. Assim, criou espaço para uma ecologia sagrada e o diálogo inter-religioso com outras formas de espiritualidade. Origens da Wicca: A Wicca chega até nós através de Gerald Gardner e foi reconhecida em 1986 com religião. Gerald Gardner fazia parte da Ancient Order of Druids juntamente com Ross Nichols. Quando este último surge com novos estudos sobre a origem do druidismo, Gardner decide criar a nova religião Wicca. Acredita-se ter por volta de 800 mil adeptos nos Estados Unidos e Grã Bretanha. No Brasil, estima-se que existam 50 mil adeptos, cuja concentração reside em São Paulo e Brasília. Ela também pode ser vista como a religião da ecologia cujo objetivo é a harmonização com a natureza e a própria vida.

Wicca, no seu credo moderno e na sua estrutura ritual, lembra muito fortemente uma versão descristianizada da Ordem da Aurora Dourada (Golden Dawn), com muitas adições thelêmicas e teosóficas, assim como materiais obviamente emprestados de Aleister Crowley e da OTO. Todas essas fontes, e as personalidades envolvidas, floresceram na revivificação do ocultismo da primeira metade do século vinte e é do meio do século vinte que a Wicca data. A Wicca reivindica "descender espiritualmente" das antigas religiões pagãs, mas o fato é o de que a sua estrutura ritual e a sua teologia não sustentam quase nenhuma semelhança com nenhuma cultura nativa pagã autêntica da Europa.

A Bruxaria Tradicional, por outro lado, refere-se às crenças e práticas de famílias e organizações secretas da Arte que antecedem o século vinte. Normalmente, apesar de a doutrina e as práticas da Bruxaria Tradicional terem raízes em tempos muito antigos, o tempo mais longínquo que a maior parte das organizações tradicionais podem se datar com alguma exatidão é o século 17. Entretanto, o folclore e a história do século 11 em diante testemunham práticas similares àquelas transmitidas hoje pelas bruxas tradicionais.

Graças à ignorância de muitas pessoas, os seguidores da Wicca são muitas vezes confundidos com os satanistas, mas a verdade é que os adeptos dessa religião não acreditam no demônio. Aliás, os conceitos do diabo e do inferno fazem parte da teologia cristã e nunca existiu na Wicca, de acordo com o livro "Crenças e Práticas da Wicca".

Foi graças a esses sentidos negativos sobre a palavra bruxaria que alguns adeptos da Wicca pararam de referir a si mesmos como bruxos e passaram a receber o nome de wiccanos, de acordo com o livro "Wicca de A a Z". É bom que se saiba que a religião se opõe ao uso de magia prejudicial e desestimula as pessoas a ferir os outros fisicamente ou emocionalmente.Aliás, já ouviu falar na "Lei Tríplice"? Essa é a diretriz ética que os wiccanos acreditam. Ou seja, tudo o que desejamos para uma outra pessoa, hora ou outra, retorna para nós mesmo três vezes mais forte. Portanto, a Wicca prega que devemos desejar sempre o bem para recebermos o mesmo. É o que diz o livro "Espiritualidade Wicca".

A O Código Moral é simples e benevolente: “sem prejudicar ninguém, realize a sua vontade“. Ou seja, você é livre para fazer o que quiser, contanto que, de forma alguma, prejudique alguém ou você mesmo. Existem algumas virtudes que devem estar presentes nos seus adeptos: “humildade, compaixão, poder, força, reverência, honra, alegria e beleza”. A natureza wicca se apoia na liberdade de sua consciência.

Apesar de Gardner ter apresentado a Wicca como "o resgate da religião celta que havia sobrevivido oculta no interior da Inglaterra, transmitida oralmente por famílias de bruxos", sabemos que isso não é verdade: a religião celta é o druidismo.

No druidismo não se utiliza o athame, a vassoura e outros instrumentos próprios do ocultismo. Aliás, os rituais e encantamentos druídicos são mais próximos da magia natural, espontânea, do que da magia cerimonial ou da "Alta Magia". Mas, a tradição Wicca possui uma grande carga de elementos que não faziam parte da religião celta.

Esses elementos vêm da Magia Ritual, Cabala, tradições da maçonaria e até mesmo da Golden Dawn. Existem boatos de que Crowley, famoso ocultista do século 20, teria “encomendado” ao seu amigo Gardner a criação da Wicca para popularizar a religião Thelêmica, e sabemos que foi através das obras de Gardner que o paganismo foi ressuscitado.

O pentagrama, por exemplo, surge como símbolo de paganismo moderno, e não é um símbolo de origem celta. Ele era usado na Mesopotâmia por volta de 3.500 a.C. e, através da cultura judaica da cabala, acabou fazendo parte dos rituais da tradição Wicca. Associado ao planeta Vênus, o pentagrama significa que o homem é o complemento simétrico da natureza. O adepto deve trazê-lo sempre junto a si, como símbolo de sua relação entre o reino visível e invisível dos quatro elementos. Outro exemplo que posso citar é o uso do athame ou punhal nos rituais wiccanos, como canalizadores de energia, fato desconhecido na religião celta.

Ciganos Evorianos

Celtas & Druidas

CERNUNNOS: Um dos mais antigos deuses celtas, Cernunnos tem orelhas e chifres de um cervo. É o senhor dos animais, sendo muitas vezes representado ao lado deles, alimentando-os. Ele tem o poder da mutação, podendo aparecer na forma de cobra, lobo ou cervo. O deus chifrudo é o deus Cornífero, a deidade fálica e corresponde ao princípio masculino, a criatividade intelectual. Pode ser representado como um homem barbado, com os cascos e os chifres de um bode. Esse deus seria a contraparte masculina da imagem da deusa.

BRIGHID (Brígida ou Brigite). Que significa «grandeza». Devido ao fato de as virtudes e dotes de Brígida serem tão variados (era a padroeira da poesia, da fertilidade, da cura e do nascimento), pensou-se que poderia até ser uma variante da Grande Mãe, a divindade Danu. Com a chegada do Cristianismo, muitas das qualidades da deusa foram atribuídas a Santa Brígida. Tanto a deusa celta como a santa cristã estão associadas com a purificação pelo fogo e são quem mantém as chamas acesas.

EPONA: Deusa celta, patrona dos cavalos, mas cujos domínios se entendiam muito além disto,sendo responsável por acompanhar as almas das pessoas após sua morte. Ela era reconhecida em toda a Gália e seu culto chegava até o Danúbio e Roma. Epona foi venerada nas legiões romanas, que estenderam suas homenagens a ela por onde quer que estivessem. Era a única deusa celta que possuía um templo em Roma. Epona sempre é retratada cercada de cavalos. Seu símbolo é a cornucópia (símbolo representativo de fertilidade , riqueza e abundância). O vigor e a força do animal simbolizam o poder e a fertilidade da terra. Arqueólogos acreditam que figuras de cavalos brancos entalhadas em cavernas européias eram dedicadas a Epona. 

TARANIS (ou Tarann ou Taranuo). Era o deus do trovão e mestre do céu da antiga Gália. Cruzava os céus em sua carruagem de prata e o trovão era o ruído que faziam as rodas. Os raios eram produzidos pelas fagulhas que saíam dos cascos dos cavalos. A roda, portanto, foi atribuída a ele.Os romanos acreditavam que ele recebia sacrifícios humanos de seus adoradores. Deriva o seu nome das palavras taran ou toranos, que significam "relâmpago" ou "trovão", e chegou a ser considerado como o deus do fogo. Por isso, também aparecia, às vezes, como uma deidade relacionada com outros elementos essenciais, sobre os quais incidiria como uma espécie de princípio ativo.

MORRIGAN: era a deusa celta da guerra e da morte. Deusa que pode mudar sua forma humana para uma forma animal. Está sempre presente nas guerras e é invocada com os chifres de guerra ou o gralhar dos corvos. Sua função na guerra é difundir a força e a ira entre os soldados. Esta deusa também representa a renovação, a morte que dá lugar a uma nova vida, o amor, e o desejo sexual. A vida e a morte estão muito ligadas no universo celta. Morrighan é virgem, mãe e viúva. Pertence ao grupo dos Tuatha De Danann, os seres mágicos que viveram na Irlanda antes dos irlandeses atuais. Nas guerras, ela se transforma em corvo. É uma deusa completa que forma uma tríade sombria com Badbh e Macha, as três a mesma deusa, com características diferentes em cada manifestação. Também está relacionada à deusa Dana, "a Grande Mãe".

Fontes bibliográficas:
The World of The Druids - Miranda J. Green, 1997 
Arte Comentada - da Pré-História ao Pós-ModernoCarol Strickland,
Brumas do Tempo - Rowena A. Seneween, 2011. Templodeavalon.com

sábado, 29 de fevereiro de 2020

Ano Bissexto e a Astrologia


Como a astrologia trabalha com o ano bissexto

Mas por que exatamente o ano bissexto foi instituído? "A necessidade de se acrescentar um dia a cada quatro anos acontece porque o ciclo completo da Terra ao redor do Sol demora 365 dias, cinco horas, 48 minutos e 46 segundos, quase 365 dias mais um quarto de dia. Assim, esse um quarto de dia se acumula e forma um dia inteiro a cada quatro anos. No Egito antigo já era sabido que o ano tinha 365 dias mais um quarto de dia só que esse tempo excedente nunca foi considerado. Assim, com os anos, a diferença entre o calendário e os ciclos naturais (estações do ano) só aumentava, causando grande desordem", ensina a astróloga Mônica Matta Machado Auler.

Segundo ela, o mapa astrológico dos nascidos em 29 de fevereiro é igual ao das outras pessoas. "A dificuldade dos nascidos em ano bissexto é saber quando comemorar o seu aniversário nos anos não bissextos. A astrologia resolve essa questão por meio do mapa da revolução solar que é feito considerando-se a cidade em que a pessoa estava no dia do último aniversário e o momento (dia e hora) em que a Terra completa mais uma volta (anual) ao redor do Sol, voltando para a mesma posição que estava no dia do nascimento. Esse dia deve ser considerado como réveillon individual. É quando se deve clarear as metas, definir mudanças para si mesmo e traçar projetos", adverte a astróloga.

O que poucos sabem "é que o retorno do Sol raramente ocorre no mesmo horário do nascimento, podendo ocorrer até em outro dia. Assim, um astrólogo pode ajudar muito a calcular com precisão a data de celebrar o nascimento", avisa Matta Machado. (AED)

Fonte: https://www.otempo.com.br/diversao/magazine/como-a-astrologia-trabalha-com-o-ano-bissexto-1.303877