sábado, 1 de maio de 2021

A desobediência a Gaia e a COVID-19

 


Artigo de Eloy F. Casagrande Jr.


– Menino, leva um casaco, vai esfriar!

– Vem para dentro moleque, não vai ficar no sereno que você pega um resfriado!

– Coloca o sapato guria, quer ficar doente!

[EcoDebate] Mãe cuida! Sempre foi assim! Atenta, protetora, sábia!


Mãe Terra também é assim! Gaia nos avisou! Nos deu todos os sinais, implorou! Foi vendo suas florestas sendo derrubadas, os recursos sendo arrancados do seu ventre, o ar sendo poluído, os rios envenenados, os mares se enchendo de plásticos, seus animais sendo arrancados dos seus habitas naturais e traficados. Tentou nos comunicar, nos enviou sinais de fumaça, os incêndios estavam por aí, em todas as partes, até o dia do basta!


Agora nos colocou de castigo! Vão para seus quartos e reflitam, trancados, no cantinho do pensamento! Fiquem em casa, quetinhos! Deixem eu cuidar da biosfera, de recuperar um pouco a saúde e depois veremos como vocês se comportam!


Para isto Gaia não criou um cataclisma! Não foi um meteoro, um terremoto, não houve um dilúvio! Foi um vírus! E não foi o primeiro, também nos alertou antes, H1N1, Sars, Ebola, entre outros! Nos disse: Olha do que sou capaz, isto é somente uma amostra, repensem seus comportamentos, não vou aguentar!


Grande parte destes vírus passaram de animais para os seres humanos, sejam animais criados em larga escala para consumo, sejam os selvagens, também consumidos em muitos países. Uma coisa eles têm em comum, a destruição de natureza, seja para a expansão das cidades, das áreas agrícolas, da mineração, da ganância, da irresponsabilidade! Os vírus perdendo seu habitat natural, vai procurar outro hospedeiro, nós!


O mais recente vírus tem o desenho de uma coroa! Simbólico não é? Quem usa coroa? Reis, príncipes, uma elite do poder e que acreditava estar protegida nos seus castelos! Só que não mais! Muralhas de pedra não podem deter o vírus! Nem condomínios de luxo, iates, jatinhos particulares ou SUVs com ar condicionado!


O corona tem o desenho com uma estética infantil, invisível, tão pequenininho, que só pode ser ver em microscópio eletrônico! As fotografias coloridas feita a partir dos microscópios são verdadeiras pinturas! Cores vibrantes e atraentes, podiam estar em qualquer galeria de arte! A expressão da morte não é uma caveira, mas um quadro de Mondrian!


A família do corona vírus está por aí entre nos desde os anos 60! É conhecido como um RNA, um ácido ribonucleico! Um daqueles nomes que tínhamos que decorar para responder a perguntas do vestibular. Lembram? Nem sabíamos porque, agora sabemos! São seres acelulares e que desempenham uma complexa síntese bioquímica para se reproduzir e se propagar. Usa uma célula hospedeira como mãe e depois a mata, portanto, é um parasita! Lembram do filme? Uma boa analogia, não acham? A mãe célula o acolhe, para depois ser sacrificada! Irônico, não?


Irônico também é a forma como mata depois de sacrificar várias células-mães do nosso organismo! Nos sufoca! Nos deixa sem ar! Aquele mesmo que tínhamos de graça todos os dias, produzido pelo processo da fotossíntese das árvores. Estas a qual não damos valor, que derrubamos para fazer papel, casas, móveis! Uma árvore adulta consegue absorver, em um ano, aproximadamente 22 quilos de gás carbônico, e produzir oxigênio suficiente para a respiração de dois adultos. As árvores também possuem a capacidade de absorver entre 55 e 109 quilos de gases poluentes como o dióxido de enxofre, oriundos da queima do carvão; os óxidos nitrosos, provenientes dos escapamentos de carros e caminhões; e partículas poluentes vindas, principalmente, do diesel. Zonas urbanas arborizadas possuem 60% menos de partículas de poluição.


Agora imagine o que uma floresta é capaz de fazer! A Amazônia, que já perdeu cerca de 20% de suas árvores, retira, anualmente, até dois bilhões de toneladas de gás carbônico da atmosfera, através da fotossíntese, e ela retorna para atmosfera cerca de 1,5 bilhões de toneladas de oxigênio. Não, a Amazônia não é o “pulmão do mundo”! Esta quantidade de oxigênio é uma fração muito pequenininha, 0,001% do oxigênio do planeta. No entanto, ela presta outros serviços essenciais pela sua rica biodiversidade. A regulação do clima, produção de chuvas para a agricultura, proteção de seus rios, garantia de que tenhamos a umidade do ar, alimentos e também ser o território para milhares de pessoas que dependem dela, os povos da floresta, entre eles as últimas etnias indígenas brasileiras.


Em fato quem realmente produz uma grande quantidade de oxigênio para todos os seres poderem respirar na Mãe Terra, é um filhote também muito pequeno, o fitoplâncton, algas microscópicas que vivem nos oceanos! Cientistas acreditam que estas algas são responsáveis por 50% do oxigênio produzido no Planeta e absorve até 30% do dióxido de carbono emitido pelo homem!


Irônico aqui também é o sacrifício deste microscópico ser! Aqui o filho se sacrificando pela mãe! Como absorve dióxido de carbono da atmosfera, o fitoplâncton afunda quando morre, levando esse carbono para o mar profundo! Através da fotossíntese, esses organismos transformam o carbono inorgânico na atmosfera e na água do mar em compostos orgânicos, tornando o fitoplâncton um ator importante para o equilíbrio climático.


Em 1969, o químico James Lovelock descreveu em uma conferência científica, que a Terra é um organismo vivo, criando a Hipótese de Gaia, nomeada após a Deusa Grega da Terra, considerando que nosso planeta é uma entidade viva, que respira e se auto regula. Que funciona através da organização de todas as formas de matéria como orgânico e inorgânico, com o objetivo de criar um ambiente sustentável para a vida.


Esta ideia de Lovelock de uma Terra viva sofreu duras críticas de seus colegas. A crença da Terra como um ser vivo é uma ideia que ganhou mais céticos do que seguidores, mas as mentes estão mudando e evidências continuam a surgir. Seria o ataque viral da família do corona uma resposta do Planeta para o autorregulação?


Na teoria de Gaia, a Terra como organismo vivo, é capaz de obter energia para seu funcionamento, regular seu clima e temperatura, eliminar seus detritos e combater suas próprias doenças, ou seja, assim como os outros seres vivos. Sugere também que os seres vivos são capazes de modificar o ambiente em que vivem, tornando-o mais adequado para sua sobrevivência. Para Lovelock, os ecossistemas podem ser vistos como superorganismos que possuem algumas características das entidades vivas, isto é, auto-regulação, homeostase (tendência que o organismo tem de se estabilizar) e metabolismo.


Nessa linha de pensamento, podemos deduzir, afinal, que em fato o vírus somos nós! Com o isolamento social de milhões de pessoas devido ao COVID-19, a poluição foi reduzida em vários países, assim como a emissão dos gases do efeito estufa, rios e oceanos parecem estar mais limpos e a fauna reapareceu em diversos lugares! Apelos que os cientistas e ambientalistas vem fazendo há anos! Para dar um break, mudar o rumo, agora mais ainda devido ao aquecimento global e as mudanças climáticas! Não foram ouvidos! Nem mesmo os apelos da adolescente Greta Ernman Thunberg, que cativou o mundo pelo seu ativismo, tem surtido efeito!


A menina Greta, com suas tranças nórdicas é um antivírus! Uma vacina contra este modelo insustentável! Fez uma greve solitária pelo clima em setembro de 2018, sentada na frente do Parlamento Sueco, por vários dias pedindo para que seu país reduzisse as emissões de carbono, de acordo com o Acordo de Paris. Durante o horário escolar, segurava a placa com os dizeres “Skolstrejk för klimatet” (de greve da escola pelo clima). Ganhou seguidores no mundo todo, contaminou-nos com sua determinação e coragem. Fez discurso na COP24 das Nações Unidas, a cúpula das alterações climáticas e, em 2019, foi considerada personalidade do ano pela revista americana Time. Greta é diferente, foi diagnosticada com síndrome de Asperger, sendo motivo de piadas dos negacionistas. Para isto ela tem algumas respostas: “ser diferente é um superpoder” e “não me escutem, escutem os cientistas”! Certamente, no futuro Greta será uma boa mãe, para cuidar dos seus filhos e do Planeta!


Discordando ou não, a Hipótese de Gaia nos chama a atenção para as relações existentes entre o modelo econômico que adotamos e a saúde da Terra! Entre os seres vivos e o meio ambiente, e principalmente para as relações existentes entre nossa espécie e as outras.


Também a crise do COVID-19 nos mostra o quão é perigoso o desdém a ciência e as pesquisas, o pouco caso feito dos apelos de Greta, afinal ela é apenas um adolescente, pequena, de aparência frágil como o corona!


Nossa desobediência a Mãe Terra, agora mostra que estamos em relação direta apenas com um ser vivo e perigoso: o corona vírus! Nada será igual depois dele, acreditem, mãe está sempre certa!



Prof. Eloy F. Casagrande Jr., PhD. Coordenador do Escritório Verde da UTFPR


Fonte: https://www.ecodebate.com.br/2020/04/01/a-desobediencia-a-gaia-e-a-covid-19-artigo-de-eloy-f-casagrande-jr/

quinta-feira, 1 de abril de 2021

A lenda das 4 estações – Primavera, Verão, Outono e Inverno


Origem das Estações do Ano


Neste artigo vamos falar da origem das estações do ano, que também é conhecido como a lenda das 4 estações.

O Outono possui algumas características que interferem diretamente na nossa rotina, isto é os dias ficam mais curtos e mais frescos, a primavera traz cores e flores, o Verão com o calor e o bronzeado e o inverno com a calma, o aconchego. Assim, se forma as quatro estações do ano.

Mas para adentrar mesmo na Origem das estações do ano vamos ler agora o conto de Robson A. Santos.

Era uma vez quatro irmãos: Primavera, Verão, Outono e Inverno. Eles trabalhavam muito e nem sempre se encontravam. Quando um viajava de um lado do mundo, o outro viajava do outro lado.

Contam as lendas que uma vez por ano eles se encontravam para um almoço em família com direito a sobremesa e muita música.

Esta história que estamos vendo aconteceu no último almoço:

Primavera, como sempre, chegou para o almoço toda vestida de flores e muito colorida.

Verão, por sua vez, chegou com óculos escuros, bermuda, camiseta regata e chinelos.

Outono chegou um tanto quanto encolhido, com as maçãs do rosto coradas.

Todos se sentaram esperando Inverno, estranhando porque ele nunca se atrasava, por isso se perguntavam “O que estaria acontecendo com o inverno?”

Passou um tempo e eles, muito preocupados, resolveram sair para procurá-lo. Quando saíram no jardim, lá estava Inverno, com um casaco cinzento e chorando encolhido em um canto. Foi quando Primavera se aproximou e lhe perguntou:

– O que aconteceu?

– Quem te machucou? Vou dar um jeito nisso! – bradou Verão. 

– Tenham calma, vamos ouvir o que nosso irmão tem para falar – prosseguiu a Primavera.

Secando as lágrimas com a manga do casaco, contendo o choro, Inverno começou a falar:

– Estou triste! Não deveria ter vindo, não quero estragar o almoço. 

– Vamos entrar e lá conversaremos melhor. – disse a Primavera.

Os irmãos abraçaram Inverno e entraram para a sala de jantar. Estavam intrigados, pois Inverno sempre chegava animado e sorridente, o que poderia ter acontecido? Todos se sentaram ao redor da mesa farta esperando que Inverno falasse algo, mas o silêncio pairava no ar até que, fungando um pouco, Inverno começou a falar:

– Antes de vir para cá passei por vários lugares do mundo e ouvi muita gente reclamando na região onde eu morarei durante um tempo. Reclamavam do frio, da tristeza que eu levava nesta época e que não permitia que as pessoas vivessem sorrindo como se estivessem no calor do Verão. Ninguém gosta de mim!

– Não é isso, Inverno, as pessoas sempre reclamam. Não ligue para isso! – Disse o Verão

– E como não ligar? Todo mundo gosta do seu calor, das flores da Primavera e das frutas do Outono. Mas quando eu chego todo mundo se esconde e ninguém quer saber de mim.

– Calma, meu irmão – disse a Primavera – Cada um de nós tem sua importância e todos nos completamos. Eu chego trazendo cores e flores, o Verão com o calor e o bronzeado, o Outono com as frutas e você com a calma, o aconchego. 

– Primavera tem razão, mas quando eu chego com o calor tem sempre alguém que reclama que está muito quente e chegam até passar mal.

– E eu, então, tem gente que nem gosta de frutas? Passam pelas feiras e mercados e não ligam para as frutas madurinhas que ali estão. Nem olham para os pés de frutas nos pomares.

– Pois é, todos vocês têm alguma coisa para que as pessoas observem ou reclamem e eu? Quando eu chego não trago nada para elas! Só o frio!

Os irmãos se olharam, pois seus argumentos pareciam complicar ainda mais a situação. Não sabiam o que fazer para alegrar o irmão que se encontrava tão desolado. Olhavam um para o outro, para o teto, para o chão e de novo um para o outro e não achavam uma resposta.

Estavam ali quebrando a cabeça quando um senhor grisalho entrou na sala de jantar, perguntando se poderia começar a servir. Ao olhar para Inverno choroso e triste se aproximou dele:

– Mestre Inverno, o que aconteceu? Por que o senhor está triste? Entrei aqui esperando ouvir sua gargalhada ou ver o seu sorriso.

Inverno se encolheu mais, porém, olhando para o mordomo, disse:

– Amigo Tempo, desculpe se o frustrei, mas estou muito triste para sorrir ou gargalhar.

– E qual o motivo de tanta tristeza? – Disse o Senhor.

Os irmãos olharam para o mordomo que parecia querer tirar o Inverno daquela tristeza, a amizade deles era muito grande. Inverno, pacientemente, explicou para Tempo tudo o que o entristecia. Quando terminou, foi a vez de Tempo dar uma gargalhada. Os irmãos acharam que o mordomo estava louco e não falaram nada.

– Mestre Inverno, pare com isso, não dê atenção a comentários maldosos de quem não entende o ciclo das estações e da vida. Venha cá!

Dizendo isso, deu um abraço apertado em Inverno. O frio do Inverno não incomodava Tempo e aos poucos, depois de mais um monte de choro, Inverno se acalmou.

– Escute, Mestre Inverno, as pessoas que reclamaram não perceberam que na sua estação o calor está muito presente, assim como as cores e os sabores, só que de forma diferente das estações de seus irmãos.

– Como assim? – perguntou Inverno.

– O calor que aparece no inverno vem do coração das pessoas que se aproximam mais, se abraçam mais e com isso se aquecem. Vem do fogo aceso que faz com que as pessoas fiquem mais perto entre as cores estão presentes nas roupas que as pessoas vestem, tornando-as mais elegantes. E os sabores estão presentes nas sopas, nos pratos deliciosos que as pessoas preparam. Como você pode ver, Mestre Inverno, quando você chega tudo muda realmente, mas para melhor.

Um sorriso se abriu no rosto de Inverno, acompanhado de sorrisos dos irmãos. Todos olhavam para Tempo lembrando que o melhor mestre é o tempo, que só ele pode ensinar aquilo que outros não conseguem. A humildade de Tempo era sua maior qualidade, tanto é que ele nunca quis ser mais do que o mordomo nas reuniões dos irmãos.

Mais uma vez, Tempo foi até Inverno dando-lhe um grande abraço. Os irmãos se levantaram e todos juntos abraçaram Inverno e Tempo, fazendo com que toda a tristeza fosse embora, no aconchego daquele abraço, na alegria do contato e no calor de quem se ama.

Quando perceberam o significado e a origem das estações do ano, o abraço demorou um pouco e quando voltaram para seus lugares os sorrisos haviam aumentado e todos, como se nada tivesse entristecido os irmãos, começaram a conversar. Tempo começou a servir o almoço e, depois de satisfeitos, todos sentaram ao redor da lareira e cada um começou a contar uma história.

Inverno percebeu que além de trazer aconchego e tudo aquilo que Tempo falou, trazia também o prazer de contar histórias ao redor do fogo!


Fonte: https://www.iquilibrio.com/blog/espiritualidade/origem-estacoes-ano/?utm_campaign=news_espiritualidade_origem_das_estacoes_do_ano__a_lenda_das_4_estacoes&utm_medium=email&utm_source=RD+Station#Origem_das_estacoes_do_ano 

sábado, 20 de março de 2021

Dia da Felicidade


Além de ser o primeiro dia do Ano Novo Astrológico, você sabia que o dia 20 de Março é considerado o Dia da Felicidade? Tal comemoração foi criada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em junho de 2012. Contudo, apenas em 2013 foi celebrado pela primeira vez esse dia. 



No tocante Astrologia, o novo ano não começa em 1º de janeiro e sim às 6h37 do dia 20 de março, é justamente o dia em que o Sol entra na casa de Áries, o início de um novo ciclo, isto é, um novo ano, uma nova jornada, um recomeço. Por isso, o Ano Novo Astrológico 2021 começa quando o Sol ingressa no primeiro signo do zodíaco, que é Áries, cujo planeta Regente é Marte e esse ano terá o toque feminino e acolhedor de Vênus para fertilizar os bons fluidos de 2021...




segunda-feira, 1 de março de 2021

Dançando em Harmonia em um Universo Diverso

MENSAGEM DOS ANJOS

Canalizada por Ann Albers em 27 de Fevereiro de 2021


Pode ser difícil imaginar, em um mundo de opiniões e perspectivas amplamente divergentes, que você possa encontrar a harmonia. No entanto, toda a vida - incluindo você - existe em uma dança de vibração lindamente sincronizada.


Harmonia é o que você experimenta quando se entrega aos impulsos naturais que surgem dentro de você - quando você está em harmonia com o seu próprio Eu mais profundo.


Você encontrará evidências desta harmonia e ordem em todas as facetas do mundo natural. Dentro de universos, galáxias, sistemas solares, ecossistemas e em seus próprios corpos humanos, a diversidade de vida e perspectivas, está além da compreensão humana.


No entanto, cada um destes sistemas opera em uma dança perfeitamente orquestrada que apóia tanto o bem dos componentes individuais quanto o bem do todo.


Respire. Agora, dentro de seu próprio corpo, você tem uma orquestração de vida em uma diversidade incontável e milagrosa de formas!


Trilhões de células estão interagindo umas com as outras, enviando sinais por meio de canais nervosos. Existem milhões de reações químicas em um determinado momento, e ondas eletromagnéticas pulsando em uníssono que sua ciência um dia virá a entender.


Em cada respiração - em cada micro momento - este universo de minúsculos seres que compõem o corpo que você chama de “você”, estão dançando juntos em uma harmonia inimaginável.


Apenas respire por um momento.


Contemple o milagre que é você ...


Sinta a vida dentro de você ...


Imagine os trilhões de células, sinais, produtos químicos e inúmeras outras formas de vida vivendo dentro de você, compreendendo-o e mantendo-o vivo ...


Sinta a diversidade da vida zumbindo, vibrando, comunicando-se e dançando dentro de você!


Você é uma coleção magnífica, milagrosa, diversa e harmoniosa de seres e interações com diversos propósitos, paixões e perspectivas!


Você é um ecossistema por si mesmo.


Você é um universo de vida e uma sinfonia vibratória que pulsa e se tece por toda a criação!


Você pode sentir o milagre das comunidades dentro de você? Você pode sentir a cooperação deles? Use a sua imaginação no início. Você pode entrar em sintonia com esta harmonia na diversidade da vida a qualquer momento. Ela vive dentro de você.


Se este exercício parecer muito desafiador, observe qualquer ecossistema. Estude-o. Aprenda como uma árvore caída alimenta os fungos, que agem como sinais nervosos sob o solo da floresta para ajudar as árvores vivas a prosperar.


Aprenda sobre os insetos que alimentam os pássaros, que comem as sementes, que voam para novos locais e plantam novas árvores.


Querido, sua vida, e toda a vida, é uma matriz intrincada e entrelaçada de milagres - uma sinfonia de diversidade, operando em uma dança coordenada além de seus sonhos mais extraordinários.


Da mesma forma, a raça humana foi projetada para ser infinitamente diversa e operar em harmonia como parte do ecossistema da vida em seu planeta Terra. Apenas sinta isto por um momento.


Sinta a correção do seu lugar no todo. Sinta a sua importância, aqui e agora. Sinta a contribuição energética que você é, ao emitir vários graus de amor, e sinta como estes sinais se entrelaçam na estrutura da vibração da raça humana!


Você nunca está sem propósito e valor. Você é importante. Seus pensamentos são importantes. Seus sentimentos são importantes. Seus desejos são importantes, pois estes mesmos desejos são os sinais que ativam o universo para guiar seus passos na dança da própria vida.


Portanto, da próxima vez que você discordar de alguém - seja com suas próprias ações, suas crenças, suas perspectivas e até mesmo o tratamento que lhe dispensam - lembre-se:


“Eu só preciso me preocupar com meu próprio lugar nesta dança! Eu só preciso sinalizar o universo com meus próprios desejos e seguir minha própria bússola interna e viver de acordo com o meu próprio coração e meus próprios sentimentos e minhas próprias crenças!”


Ao fazer isso, você pode ter a certeza de que tudo o que precisa fazer é ser você, e que todos podem encontrar o seu lugar na dança, de acordo com seus próprios desejos.


Como uma célula sinalizando ao corpo por ajuda com saúde e bem-estar, você pode sinalizar ao universo que deseja saúde, felicidade, alegria, abundância, paz e tudo o que você escolher criar - não importa o que os outros estejam fazendo, pensando, acreditando ou sendo!


Você é o sinalizador, o sintonizador, o que permite, e, portanto, o criador da sua própria realidade pessoal e, ao sinalizar o que deseja, sintonizar-se com o que deseja sentir, permitir que chegue até você, sem que você interfira (descartando seus medos e dúvidas e mudando o seu foco para o sucesso), você experimentará a realidade que deseja experimentar.


Portanto, imploramos a você, para o bem da sua própria alegria, sua própria paz de espírito, seu próprio bem-estar, sua própria prosperidade, torne-se como qualquer outra parte da natureza, maravilhosa e bela, e viva naturalmente - de acordo com a sua própria natureza interior.


Você não precisa pensar sobre o que fazer a seguir, se você agir naturalmente com base nos desejos naturais do seu coração.


Você não precisa se preocupar com o que “deveria” sentir se permitir a si mesmo se sentir como se sente e, então, amar a si mesmo até retornar naturalmente ao amor.


Você não precisa se preocupar com o que os outros estão fazendo, porque em seu estado natural de se permitir ter pensamentos que sejam bons, escolher a alegria quando puder - você será naturalmente guiado para o seu espaço, de acordo com seus próprios desejos, nesta bela dança da vida.


Nem todos vocês foram feitos para interagir com todos. Você foi feito para ser verdadeiro consigo mesmo e, ao fazê-lo, permitir que a vida o classifique em grupos de mente e coração afins. Alguns de vocês são como células de órgãos, reunindo-se para um propósito comum.


Alguns de vocês são como células nervosas, compartilhando mensagens entre diferentes perspectivas. Alguns de vocês são como as enzimas catalíticas do corpo humano. Todos vocês têm um lugar nesta bela dança da vida.


Apenas seja você, querido. Não há necessidade de analisar excessivamente o que isto significa. Respire. Relaxe. O que vem de forma natural, amorosa e gentil para você agora? O que se parece mais com o amor agora? Que pensamentos parecem melhores para você?


Você foi treinado de maneiras não naturais para o seu próprio ser, e ainda assim o Amor, que é a sua essência, está sempre aí, surgindo dentro de você e guiando-o no caminho mais natural, em uma dança divinamente orquestrada de vida e amor.


Deus o abençoe.

Nós o amamos muito,

Os Anjos


Compartilhe com Ética mantendo todos os créditos

Formatação - DE CORAÇÃO A CORAÇÃO

http://www.decoracaoacoracao.blog.br/

http://stelalecocq.blogspot.com

Livro Mensagens dos Mestres - De Coração a Coração

http://mensagensdosmestres.blogspot.com/

https://lecocq.wordpress.com


Fonte:https://www.espiritbook.com.br/profiles/blog/show?id=6387740%3ABlogPost%3A3022537&xgs=1&xg_source=msg_share_post

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Semelhante Atrai Semelhante


Por que algumas pessoas se sentem solitárias às vezes?

Por que elas não se encaixam no mundo comum?

Nesse mundo de sentimentos baratos e valores de liquidação?

Como essas pessoas “diferentes” são profundas, não é qualquer coisa que irá servi-las.


Elas vivem no mundo real … “O DA MAGIA E DO ESPÍRITO” … e não no imaginário que nos vendem como reais.

Suas amizades iniciam através de uma conexão muito forte, pura vibração, mesmo à distância.


Sua casa é um santuário de sua magia que nem todos entendem: velas, cristais, orgonites, incensos, artesanato, plantas, abundam em toda parte.

Não somos comuns, nem nosso ambiente! Não somos compreendidos por todos e não nos importamos!

Não pretendemos falar sobre a última moda ou o que acontece com o show business; falamos sobre universos, conselhos, sonhos, magia, espíritos, consciência, espiritualidade e amor.

Somos altamente empáticos, sensíveis e não nos encaixamos em um mundo de aparências, máscaras ou fachadas.

Por que uma pessoa “diferente” está sozinha? - geralmente perguntam.

Porque o espírito lhe ensina primeiro a amar a si mesmo e a saber como estar consigo mesmo, depois a compartilhar com os outros e expandir através de si para os outros.

Tal pessoa não tem medo da solidão: usa-a para o seu crescimento, para olhar para dentro e ativar mais o seu sentimento, que depois partilha em círculos com outras pessoas que, embora distantes, se sentem próximas na afinidade das frequências vibracionais.

Tal pessoa tem que derrubar muita falsidade em seu caminho antes de se encontrar. Mas quando ela se encontra, então, sua própria família de alma aparece em seu rastro.

Ei você lendo, nos encontramos, e isso é motivo de comemoração. Namastê 🍃


Por: Simona Santos

(Fonte: Internet)


sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

A Limpeza Energética da Pipoca


Desde o meu tempo de educadora, cultivo um texto maravilhoso do grande Rubem Alves, onde ele fala da Pipoca e do Piruá. Nesse texto profundamente sábio, o autor se refere à PIPOCA como um milho que passou por um processo de transmutação, pois através do fogo, ele se “vira no avesso”, mostrando um lado muito mais bonito e que traz uma alegria contagiante para as pessoas. É isso mesmo, a PIPOCA representa a resolução, a transformação, o depois… “Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre. Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosa. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo, ansiedade, depressão — sofrimentos cujas causas ignoramos. Há sempre o recurso aos remédios. Apagar o fogo. Sem fogo o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação.”


Pois bem, nesses meus estudos sobre ENERGIA, vim a descobrir as propriedades terapêuticas da PIPOCA. Quando estouramos o milho, dissolvemos padrões de energias estagnadas, trazendo um astral muito mais leve para o ambiente e para pessoas envolvidas. No Candomblé considera-se a PIPOCA uma comida sagrada! A pipoca resolve…


Muito bem, temos na edição de agosto/2012, uma matéria bastante interessante sobre o HO’OPONOPONO, que também faz alusão à pipoca. Diz-se na reportagem que a pipoca “funciona como um solvente da raiva que as mulheres eventualmente sentem pelos homens e da crença de que elas estão sempre erradas e eles certos. O estouro da pipoca ilumina e transforma o que é denso e pesado em algo leve e de boa qualidade.” Para os curiosos e interessados no Ho’Oponopono, deixo o aqui o link da Bons Fluidos! E vamos estourar pipoca!



A pipoca 

Rubem Alves


A culinária me fascina. De vez em quando eu até me até atrevo a cozinhar. Mas o fato é que sou mais competente com as palavras do que com as panelas.


Por isso tenho mais escrito sobre comidas que cozinhado. Dedico-me a algo que poderia ter o nome de “culinária literária”. Já escrevi sobre as mais variadas entidades do mundo da cozinha: cebolas, ora-pro-nobis, picadinho de carne com tomate feijão e arroz, bacalhoada, suflês, sopas, churrascos.


Cheguei mesmo a dedicar metade de um livro poético-filosófico a uma meditação sobre o filme A Festa de Babette que é uma celebração da comida como ritual de feitiçaria. Sabedor das minhas limitações e competências, nunca escrevi como chef. Escrevi como filósofo, poeta, psicanalista e teólogo — porque a culinária estimula todas essas funções do pensamento.


As comidas, para mim, são entidades oníricas.


Provocam a minha capacidade de sonhar. Nunca imaginei, entretanto, que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu.


A pipoca, milho mirrado, grãos redondos e duros, me pareceu uma simples molecagem, brincadeira deliciosa, sem dimensões metafísicas ou psicanalíticas. Entretanto, dias atrás, conversando com uma paciente, ela mencionou a pipoca. E algo inesperado na minha mente aconteceu. Minhas idéias começaram a estourar como pipoca. Percebi, então, a relação metafórica entre a pipoca e o ato de pensar. Um bom pensamento nasce como uma pipoca que estoura, de forma inesperada e imprevisível.


A pipoca se revelou a mim, então, como um extraordinário objeto poético. Poético porque, ao pensar nelas, as pipocas, meu pensamento se pôs a dar estouros e pulos como aqueles das pipocas dentro de uma panela. Lembrei-me do sentido religioso da pipoca. A pipoca tem sentido religioso? Pois tem.


Para os cristãos, religiosos são o pão e o vinho, que simbolizam o corpo e o sangue de Cristo, a mistura de vida e alegria (porque vida, só vida, sem alegria, não é vida…). Pão e vinho devem ser bebidos juntos. Vida e alegria devem existir juntas.


Lembrei-me, então, de lição que aprendi com a Mãe Stella, sábia poderosa do Candomblé baiano: que a pipoca é a comida sagrada do Candomblé…


A pipoca é um milho mirrado, subdesenvolvido.


Fosse eu agricultor ignorante, e se no meio dos meus milhos graúdos aparecessem aquelas espigas nanicas, eu ficaria bravo e trataria de me livrar delas. Pois o fato é que, sob o ponto de vista de tamanho, os milhos da pipoca não podem competir com os milhos normais. Não sei como isso aconteceu, mas o fato é que houve alguém que teve a idéia de debulhar as espigas e colocá-las numa panela sobre o fogo, esperando que assim os grãos amolecessem e pudessem ser comidos.


Havendo fracassado a experiência com água, tentou a gordura. O que aconteceu, ninguém jamais poderia ter imaginado.


Repentinamente os grãos começaram a estourar, saltavam da panela com uma enorme barulheira. Mas o extraordinário era o que acontecia com eles: os grãos duros quebra-dentes se transformavam em flores brancas e macias que até as crianças podiam comer. O estouro das pipocas se transformou, então, de uma simples operação culinária, em uma festa, brincadeira, molecagem, para os risos de todos, especialmente as crianças. É muito divertido ver o estouro das pipocas!


E o que é que isso tem a ver com o Candomblé? É que a transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação porque devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho da pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer, pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa — voltar a ser crianças! Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo.


Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.


Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosa. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.


Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo, ansiedade, depressão — sofrimentos cujas causas ignoramos. Há sempre o recurso aos remédios. Apagar o fogo. Sem fogo o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação.


Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pense que sua hora chegou: vai morrer. De dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: PUF!! — e ela aparece como outra coisa, completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado. É a lagarta rastejante e feia que surge do casulo como borboleta voante.


Na simbologia cristã o milagre do milho de pipoca está representado pela morte e ressurreição de Cristo: a ressurreição é o estouro do milho de pipoca. É preciso deixar de ser de um jeito para ser de outro.


“Morre e transforma-te!” — dizia Goethe.


Em Minas, todo mundo sabe o que é piruá. Falando sobre os piruás com os paulistas, descobri que eles ignoram o que seja. Alguns, inclusive, acharam que era gozação minha, que piruá é palavra inexistente. Cheguei a ser forçado a me valer do Aurélio para confirmar o meu conhecimento da língua. Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar.


Meu amigo William, extraordinário professor pesquisador da Unicamp, especializou-se em milhos, e desvendou cientificamente o assombro do estouro da pipoca. Com certeza ele tem uma explicação científica para os piruás. Mas, no mundo da poesia, as explicações científicas não valem.


Por exemplo: em Minas “piruá” é o nome que se dá às mulheres que não conseguiram casar. Minha prima, passada dos quarenta, lamentava: “Fiquei piruá!” Mas acho que o poder metafórico dos piruás é maior.


Piruás são aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.


Ignoram o dito de Jesus: “Quem preservar a sua vida perdê-la-á”.A sua presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria para ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo a panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.


Quanto às pipocas que estouraram, são adultos que voltaram a ser crianças e que sabem que a vida é uma grande brincadeira…


“Nunca imaginei que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu”.


O texto acima foi extraído do jornal “Correio Popular”, de Campinas (SP), onde o escritor mantinha coluna bissemanal.



Fonte: https://armazemdaenergia.com.br/a-limpeza-energetica-da-pipoca/

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Livre-se das Âncoras

“Devemos navegar algumas vezes a favor do vento e outras contra ele – mas temos de navegar sempre, e não nos deixar levar pelo vento, nem jogar a âncora.” – Oliver W. Holmes (1809-1894), autor norte-americano

Âncora é uma ferramenta náutica bem pesada que fica presa a uma corda ou corrente e é usada para imobilizar um objeto flutuante que não se quer deixar à deriva. Esse é o sentido literal. No figurado, pode denotar proteção, abrigo, apoio, auxílio. Já ouviu de um amigo ou familiar que você foi “a âncora” dele num dado momento difícil? O termo designa, ainda, o apresentador principal de um jornal, o profissional que responde pelo programa, coordenando os trabalhos, meio que levantando a bola para os outros da equipe finalizarem o lance. O âncora, nesse caso, é a pessoa que dá identidade ao noticiário, é aquele jornalista cuja imagem remete de imediato a um programa específico.

Ora, se os significados da palavra são todos positivos, por que, então, no título deste artigo, encorajo você a se livrar das suas âncoras? Porque, amigo leitor, às vezes elas mais atrapalham que ajudam. Eventualmente, a âncora lançada ao mar com um propósito bem definido fica presa, sem que se consiga erguê-la mesmo quando é da vontade do comandante. Nesse caso, no mínimo atrasará a viagem. Por analogia, há situações em que alguém que parecia uma âncora no bom sentido, que nos impedia de ficar à deriva em meio a um oceano de problemas, pode, num instante, se converter em problema, enlaçando nossos pés de tal forma que não nos deixa avançar, progredir, crescer. E não se engane: há quem tenha tanta força e experiência em agir assim que facilmente puxa para baixo, para o fundo do poço, qualquer um. Cabe a nós nos resguardarmos, tentando reconhecer o quanto antes alguém com esse perfil a fim de nos afastarmos. Cabe a mim e a você içar as velas e seguir o rumo do destino, buscando o horizonte planejado, enfrentando positivamente os desafios que surgirem na rota traçada e lidando bem com as inevitáveis perdas, decepções e mágoas da vida.

“…nem sempre a âncora do tipo nocivo, que nos imobiliza e freia nossas ações, está personificada em terceiros. Ela pode estar dentro de nós mesmos, materializada no medo que alguns têm de viver, no descontrole, na raiva, na falta de propósito, na omissão em vigiar os passos dos adversários…”

Para piorar um pouco, nem sempre a âncora do tipo nocivo, que nos imobiliza e freia nossas ações, está personificada em terceiros. Ela pode estar dentro de nós mesmos, materializada no medo que alguns têm de viver, no descontrole, na raiva, na falta de propósito, na omissão em vigiar os passos dos adversários… No mais das vezes, a embarcação é robusta, o comandante está presente e atuante, as velas foram içadas corretamente, o motor está funcionando a contento e o leme parece perfeito, mas há uma âncora que foi lançada no momento equivocado – talvez até inadvertidamente –, que põe tudo a perder: “no meio do caminho, tinha uma âncora”.

Quando não é isso, acontece de estarmos no barco correto, com as melhores armas e um propósito bem pensado, buscando uma vida com significado e convictos de nossas decisões, e eis que vemos nosso percurso interrompido por uma âncora inconveniente, amarrados a um parasita que atrai tudo de negativo. Deixamos de avançar porque não demos atenção ao detalhe, ao bode no meio da sala. Carregamos nas costas a pessoa errada, em direção a um futuro que é certo para nós, mas não para ela. Cuidado! Livre-se desse tipo de âncora, para não ser vencido por ela. Não se trata de ser egoísta, de buscar realização pessoal sem se importar com quem quer que seja. Trata-se, sim, de escolher como companheiros de viagem indivíduos que têm projetos semelhantes aos seus, ou ao menos vontade de fazer, de agir, de conquistar, de vencer.


Muita gente simplesmente é desprovida de qualquer tipo de ambição. Não quer mudar nem tem a pretensão de melhorar, seja como pessoa, seja como profissional, seja como marido ou mulher, pai ou mãe, filho ou filha. Se você conhece alguém assim, não se deixe influenciar, muito menos desmotivar. Lembre-se do ensinamento do juiz Haroldo Dias: “A única coisa que não podemos fazer por outra pessoa é que ela queira algo”.

“Os mais atentos logo percebem que a fonte de tudo o que é bom ou mau está dentro de cada um, especialmente nos pensamentos.”

Sei de algumas pessoas que diriam na minha cara, se pudessem, que não querem que eu vença. Muito me entristece o fato de gente próxima a mim me ver pelas costas e não me desejar nada de bom. É uma pena, caro leitor, mas isso vale tanto para mim como para você. Para lidar bem com isso, precisamos de sabedoria, que, por sua vez, depende de vigilância. Os mais atentos logo percebem que a fonte de tudo o que é bom ou mau está dentro de cada um, especialmente nos pensamentos. E sabem que o certo é se livrar desse tipo de âncora, peso-morto. Afinal, quando damos ouvidos aos queixumes dos âncoras, diminuem sensivelmente nossas possibilidades de sucesso e satisfação.

Os sujeitos-âncoras passam o tempo ruminando o passado. Desperdiçam tempo precioso lamentando o que aconteceu e desejando que as circunstâncias fossem diferentes. Alguns deles preferem lançar seu veneno a terceiros, direcionando toda sua energia ruim sobre os projetos dos outros. Os moralmente preparados, por sua vez, em vez de se ressentirem de sua verdadeira situação, sentem-se gratos pelas mínimas coisas e entregam-se inteiramente aos deveres para com a família, os amigos, os vizinhos, o trabalho.

“Na viagem da vida, é preciso ir além. Não basta puxar nossas âncoras para dentro do barco; temos é de nos livrar delas de uma vez, soltando-as em definitivo no fundo do oceano”

Para um navio não ficar à deriva, joga-se esse importante instrumento de segurança, que é a âncora, ao mar. Quando chega a hora de navegar, ela deve ser erguida e trazida para dentro da nau. Na viagem da vida, é preciso ir além. Não basta puxar nossas âncoras para dentro do barco; temos é de nos livrar delas de uma vez, soltando-as em definitivo no fundo do oceano. Essa é a melhor forma de seguir nosso propósito com leveza.

“Você não pode mudar o vento, mas pode ajustar as velas do barco para chegar aonde quer.” – Confúcio

Fonte: https://blog.grancursosonline.com.br/livre-se-das-ancoras?utm_source=intercom&utm_medium=&utm_campaign=-e_mail--intercom-